17 de novembro de 2013


4 Dicas para Uma Lavagem de Dentes Divertida

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/08/4-tips-for-toothbrushing-fun.html

As nossas crianças são exatamente como nós… Querem fazer coisas que acham divertidas! Todos nós vamos em direção às atividades de que gostamos e que achamos que são positivas. Porém, às vezes (talvez mais do que às vezes?) como adultos, fazemos escolhas e chamamos-lhes “necessárias” dentro da nossa própria cabeça em vez de as vermos como sendo divertidas. Tais como cortar as unhas, pentear o cabelo e, é claro, lavar os dentes. Quando as vemos como uma “tarefa” ou “um stress” ou damos por nós a suspirar ao pensar que as temos que fazer, o resultado será certamente não as acharmos nada divertidas. Podemos mudar isso! Podemos brincar e divertir-nos com a experiência e tornar-nos num convite às nossas crianças para fazerem o mesmo. Uma vez que o façamos, criamos algo de positivo e divertido que as nossas crianças também quererão para elas, ao invés de rejeitarem. Todos nós podemos fazer isto!

Aqui ficam algumas ideias sobre como trazer
DIVERSÃO à lavagem dos dentes:

Dêem-lhe um nome
Escolham um nome para a vossa escova de dentes. Todas as manhãs (tarde e noite), quando forem escovar os dentes em frente ao vosso filho, comecem por falar animadamente sobre como se DIVERTEM com a “Maria”. Podem dizer: “Olha, eu vou brincar com a Maria, queres vir?” E então cumprimentem animadamente a Maria e dêem-lhe até um beijo quando a virem!

Desenvolvam a vossa animação
Enquanto escovam os dentes, cantem uma canção animada (rock, hip-hop,…) e dancem enquanto escovam. Com a boca cheia de pasta dentífrica e de canções, abanem o rabo! Mostrem ao vosso filho como é DIVERTIDO fazer um espetáculo de lavagem dos dentes.

Tornem-no num assunto familiar
Convidem um elemento da vossa família a fazer parte da Festa da Lavagem dos Dentes! Escovar os dentes não tem que ser só na casa de banho. Podem convidar quem quiserem (outros filhos, cônjuge ou até a avó) a juntarem-se numa lavagem de grupo. Distribuam escovas de dentes a cada um e façam uma roda onde marcham e dançam. Mostrem ao vosso filho como pode ser DIVERTIDO lavar os dentes.

Vistam-se para o sucesso
Quando vão lavar os dentes, ponham o chapéu da lavagem dos dentes. Ou o cachecol, ou os óculos patéticos da lavagem dos dentes. Tornem-no num “evento” ao evidenciarem a experiência com algum tipo de acessório DIVERTIDO. Enrolem um soutien cor-de-rosa à volta do pescoço, ou ponham o vosso maior chapéu na cabeça. Este é um momento empolgante e queremos arranjar-nos sempre para os eventos importantes.


DIVIRTAM-SE!!!
Bryn Hogan
Directora Executiva do Autism Treatment Center of America™
Professora do Son-Rise Program®

               

1 de novembro de 2013

Assunções e o Autismo


Nós NÃO SABEMOS o que é que as nossas crianças do The Son-Rise Program®  estão a PENSAR ou  a SENTIR até que elas nos digam! Nós apenas sabemos o que ela FAZEM. Podemos tirar conclusões a partir das suas ações para as ajudar da melhor forma mas NUNCA podemos saber realmente o que elas SENTEM ou PENSAM a não ser que nos digam.

Quando assumimos que o nosso filho está “Frustrado”, "Ansioso", "Nervoso", "Aborrecido", etc., FECHAMOS portas. Quando olhamos para as suas ações e não decidimos por nós próprios com se sentem, ABRIMOS portas de OPORTUNIDADE!

Em vez de assumir com se sente o seu filho, olhe para o que ele está a fazer. Talvez lhe pareça “aborrecido”, pode estar a fazer um ismo, talvez quando lhe parece “frustrado” esteja simplesmente a tentar comunicar algo.

Quando nós apenas levamos em consideração as suas ações e não fazemos assunções do que eles possam estar a sentir, estamos a ir DE ENCONTRO às nossas crianças e não PARA LONGE delas. Sentimo-nos mais DESCONTRAÍDOS em vez de mais NERVOSOS, sentimo-nos mais CONFIANTES em vez de MAIOR INCERTEZA e em vez de nos sentirmos CONFUSOS, é CLARO para nós como podemos ajudá-los.

Com muito amor xxx
Becky Damgaard

Quadro Senior do ATCA (Professora do Son-Rise Program®)

 

Quando o seu Filho Não Consegue Aquilo que Quer!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/03/your-child-not-getting-what-they-want.html


Tal como foi pedido por um Pai The Son-Rise Program®. Aqui ficam algumas coisas a fazer quando o seu filho com autismo não consegue aquilo que quer e por isso choraminga, chora ou de alguma forma mostra que está infeliz.

O exemplo que este pai deu foi que quando alguém entra no playroom onde está o filho dele, se não for a Mãe, a criança fica ao pé da porta a chorar e a querer sair.

Eu sei que isto acontece muitas vezes, por isso aqui ficam algumas ideias do que fazer quando isto acontece. Isto também se aplica a outros cenários e limites que estabelece ao seu filho, tais como quando ele quer deitar o seu creme de corpo caríssimo pelo lavatório abaixo, quando quer comer um pacote inteiro de bolachas, ou quando quer brincar com água e está a entorná-la toda sobre o seu tapete novo.

1) Saiba quais são os seus limites. NoThe Son-Rise Program®, temos determinados limites que por vezes precisamos de estabelecer às nossas crianças. Os nossos limites são estes: A porta (a porta do playroom está sempre trancada). Segurança (quando uma das nossas crianças não está em segurança e tenta fazer algo que não é saudável para ele ou que é perigoso, tal como beber água da sanita ou subir sobre um rebordo alto). Destruição dos materiais (e.g. desenhar nas paredes, rasgar livros, etc.). Estabeleça claramente o que quer manter como limites e o que quer permitir que o seu filho faça e garanta que toda a equipa está ciente e convencida do mesmo.

2) Não faz mal não conseguir o que se quer. Nós sabemos que você ama e quer o melhor para o seu filho! Amar e querer o melhor para ele não é dar-lhe o que ele quer a todo o momento. Ele vai viver a vida e parte da aprendizagem da vida é que por vezes não se consegue aquilo que se quer e há que encontrar formas de lidar com isso calmamente e com à-vontade. Ao suster esta crença, manter-se-á forte na sua atitude enquanto o ajuda a fazer esta aprendizagem.

3) Seja um modelo de como atuar. Quando está no playroom ou em casa e as coisas não correm como gostaria, concentre-se em manter-se calma e à-vontade para o inspirar (e.g. se hoje não ganhou a lotaria, dê-se os parabéns por ter tentado de qualquer maneira, se no playroom tentou apanhar a bola e não conseguiu, explique que não faz mal tê-la deixado cair e que pode sentir-se feliz à mesma).

4) Use Explicações. Docemente explique ao seu filho que mesmo que ele chore, a porta não será aberta / você não lhe dará mais bolachas / vai ajudá-lo a descer da prateleira / se continuar a rasgar o livro vai pô-lo de volta na prateleira porque os livros são para ler.

5) Atue a partir de um lugar de amor! Não faz mal se o seu filho se sentir infeliz, isso não lhe fará mal! Você está a fazer uma coisa maravilhosamente amorosa e que o ajuda ao demonstrar-lhe que não faz mal que ele chore, grite, choramingue, etc., e que o ama de qualquer maneira.

6) Experimente! Usando o exemplo da porta, se já tentou explicar, brincar com a porta, oferecer lentamente outras coisas que estão na prateleira, etc. e ele continua a chorar à porta. Tente ir sem alarido para o canto do quarto, com a sua energia e atenção direcionadas para longe dele. Explique que irá brincar sozinha e que ele pode juntar-se a si quando estiver pronto. Arranje uma atividade para si (tal como fazer um desenho ou ler um livro) e vire-se para outro lado. Dê-lhe muito espaço ao fazer isto e mantenha a sua energia silenciosa e baixa. A ideia não é distraí-lo mas permitir-lhe que se acalme e que a sua felicidade não vai ser alterada pelo facto de ele estar a fazer isso.

7) Seja consistente. Se houver uma única pessoa que cede e abre a porta ou olhe dá o que ele quer enquanto chora, então ele continuará a fazê-lo com benefício para ele. Garanta que não há “elos fracos” na sua corrente.

Divirta-se!

Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher

Volta-se sempre ao Joining!

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/you-always-go-back-to-joining.html



Uma coisa que acontece muitas vezes quando ensino o The Son-Rise Program® aos pais é pensarem que há um tempo específico para se unirem ao ismo do filho e que depois… já está.

Bem, aqui está uma notícia de última hora … no The Son-Rise Program® nós voltamos SEMPRE ao joining! Enquanto as nossas crianças tiverem ismos, nós juntamo-nos a elas.

Eu acabo de passar duas horas maravilhosas no playroom com o meu amigo lindo, o David. Durante as últimas semanas ele tem estado espantosamente interativo, por vezes até uma hora seguida. Parece que nos últimos meses ultrapassou o seu ismo de rodar carros para trás e para a frente e estamos a fazer todo o tipo de coisas novas como desenharmos juntos, fazer recortes, ler e escrever e fingir que telefonamos a diferentes animais.

Hoje, entrei no playroom e ele tinha tirado todos os carros e estava a fazer o seu velho ismo de os rolar para trás e para a frente ao mesmo tempo que, com a cabeça junto ao chão, os olhava muito de perto por um único olho.

Não me alarmei, nem entrei em pânico, eu não precisava que ele brincasse comigo! Voltei para o quadro de desenho e juntei-me, juntei-me, juntei-me! Não só me juntei mas pensei “SIM” que forma lindíssima e cheia de significado de lhe mostrar o meu amor AINDA incondicional e que MESMO ASSIM me divertirei tanto fazendo o ismo como quando brinco com ele. Por isso juntei-me e juntei-me e juntei-me.

Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher

Lições sobre Largar nº1 – Querer vs. Precisar em Auto-Estudo

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/lessons-in-letting-go-1-wanting-vs.html


A última vez que aqui publiquei alguma coisa foi em Março, após o nosso espetacular The Son-Rise Program®. Foi nessa altura que comecei o meu caminho de “largar”, e aconteceu tanto desde então – comigo, com o Jordyn, com o nosso programa, e com a nossa equipa – por isso - fique atento :).

Durante o Intensive, comecei a perceber o quanto eu precisava de controlar o que me rodeia – que as coisas tinham que se passar de maneiras específicas, que eu nunca me sentia satisfeita com os resultados que estava a gerar com a equipa, com o Jordyn, na minha relação, etc. Comecei a descobrir e a confrontar-me com o facto de que a minha necessidade de controlo mantém as minhas experiências de alegria, satisfação, ligação e liberdade limitadas – já para não falar nos limites impostos às experiências dos que me rodeiam. Esse foi o primeiro passo, perceber o quanto eu era motivada pelas minhas necessidades.

A segunda coisa foi perceber realmente que não faz mal nenhum. Se eu não tivesse aceitado completamente essa minha atitude, teria continuado tudo na mesma (a necessidade de controlar aquela parte de mim que eu não conseguia aceitar). Ao perceber que não havia mal nenhum (aceitando-me completamente), pude realmente criar uma vontade em vez de uma necessidade de descobrir e desmantelar as crenças que não me estavam a ajudar.

Querer era a chave para me permitir ser uma detetive feliz de mim mesma, para me ver sob uma lente de aumento, e explorar os fios entrelaçados de crenças e práticas que tinha fiado com tanta perícia para sobreviver e prosperar na vida.

Essa foi a minha primeira lição sobre largar – largar a minha necessidade de largar, e criá-la como eu quiser… somente quando o fiz é que criei o espaço para que as aprendizagens surgissem… imaginem isso.

Onde é que podes transformar uma necessidade numa vontade para conseguir criar liberdade, alegria e descoberta?


Com muito amor – Kelli 
Lições sobre Largar nº2 - Querer vs. Precisar com os nossos Filhos

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/lessons-in-letting-go-2-wanting-vs.html

Todos nós aceitamos completamente onde os nossos filhos se encontram no modelo de desenvolvimento, certo? O que queremos é pura e simplesmente mais de NÓS próprios, certo?

Bem, sugiro que reserve algum tempo para olhar para dentro. Porquê? Pois bem, continue a ler… foi só quando dei um passo atrás e olhei com objetividade para as minhas ações e para os meus sentimentos que pude realmente ver que eu precisava do desenvolvimento da linguagem expressiva do Jordyn, e que pude ver a pressão que lhe criávamos para que falasse. Quando eu transformei essa necessidade numa vontade (querer), desapeguei-me de precisar dela agora… adivinhem… a linguagem expressiva dele desabrochou.

OK, voltemos atrás. No The Son-Rise Program® Intensive , um dos nossos objetivos principais era aumentar o comprimento das frases do Jordyn. Ele dizia “Jordyn quer ____” para quase tudo, mas se o ouvisse objetivamente percebia que era forçado, monocórdico, e mais, era dito porque tinha que o fazer. Queríamos dar-lhe o poder das palavras, mais variações, etc. de tal forma que ele pudesse ser específico nos seus pedidos, talvez até fazer 2 ciclos. Tudo o que havíamos feito até aí era para ele falar – diversão, jogos, motivação, etc. – tudo para falar.

Nos Programas Intensivos, os Facilitadores e os Professores viram que o que era realmente preciso era que o Jordyn criasse maior ligação, se envolvesse mais fisicamente e se tornasse mais flexível – e foi sobre isso que se focaram durante essa semana. Essas coisas realmente vieram a tornar-se os precedentes da expansão da sua linguagem.

Eu tinha realmente que verificar se me sentia bem com o facto de esses serem os nossos objetivos, e ao olhar pude ver como me tinha tornado apegada à questão de ele falar. Tudo o que precisei de ver foi o meu sentimento – “desapontamento”, e ali estava, a gritar-me. Tudo o que alguma vez eu tinha dito fora que queria que o Jordyn se expressasse completamente – e no entanto a minha necessidade estava na verdade a boicotar o meu objetivo – que ele realmente adorasse expressar-se a e com os outros. Em vez disso ele falava por obrigação, com expressão limitada. Um pouco como aquele miúdo que joga futebol porque adora no início, mas cujos pais depois começam a pressioná-lo para jogar melhor e ele já não se diverte a jogar e só o faz por obrigação, não porque seja a sua escolha – já não é giro.

Bem, então largámos e transformámos a nossa necessidade de volta em puro querer. Clarificámos completamente a nossa ideia de que era REALMENTE importante para nós que a expressividade do Jordyn's viesse dele próprio. Trabalhámos na expansão do seu período de atenção interativa, envolvemo-lo mais em jogos connosco, e em maior ligação… e imaginem, a linguagem dele começou a surgir naturalmente.

No final das contas conseguimos o que queríamos… linguagem expressiva proveniente dele.

Ele expressa-se por pedidos de uma palavra (às vezes 2 ou 3) lindamente, com profundidade e estabelecendo ligação. Tem arranjado palavras que apanham quase de uma forma mágica a essência do que quer (às vezes temos que perceber… fomos nós que modelámos isto? Ou será que esteve sempre lá?). É verdadeiramente extraordinário.

Portanto, o meu conselho é… olhem para os vossos objetivos e garantam que não estão apegados (a precisar) a que aconteça alguma coisa, e que se sentem bem com o que existe. Afinal de contas, o nosso trabalho é inspirar e motivar os nossos filhos a querem ir além de si próprios… quando lhes damos controlo voarão até essas alturas!

Com muito amor

Kelli (Mãe Son-Rise)

Diferente Não Significa Pior!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/11/different-does-not-mean-worse.html

Já viu alguma vez o seu filho a fazer algo consigo que não faz com mais NINGUÉM? Talvez seja apenas na sua sessão que ele tente constantemente sair do playroom? Talvez queira que você só cante “Doidas, doidas, doidas, andam as galinhas” e com todos os outros jogam todo o tipo de jogos diferentes? O seu filho só quer falar sobre gelados consigo? Ou tem que fingir que é um bebé durante uma hora inteira? Talvez seja um voluntário e ele o mande para um canto e o mande estar quieto?
Oiço muitas vezes as famílias e os voluntários de The Son-Rise Programs® dizer “Ele/ela só o faz comigo!” Se você se vir a ter um tipo de sessão diferente das de todos os outros, considere-se sortudo! Diferente é simplesmente diferente, não significa que é mau ou pior, é simplesmente diferente.

Talvez o seu filho queira criar previsibilidade e conseguir controlo e sinta que você é uma boa oportunidade para conseguir isso. Talvez mais ninguém no mundo consiga superar a sua interpretação de bebé! Pode ser que ele esteja a conseguir algo da reação que você tem tido?

Quando julgamos as nossas sessões como não sendo produtivas, divertidas ou um sucesso como as de outra pessoa, então não estamos a aceitar-nos nem ao nosso filho como estando a fazer o melhor que sabemos. Como resultado disso podemos estar a reagir àquilo que eles fazem e forçar a que mudem. Isso será uma experiência interessante para o seu filho e ele pode forçar ainda mais os limites.

Sinta-se bem sobre as suas sessões diferentes e tome-as não como piores, apenas diferentes. Muitas vezes vemos as nossas crianças a tornarem-se mais flexíveis e a mudarem quando aceitamos tais coisas.

Adoraria ouvir o que o seu filho faz consigo, apenas consigo!
Becky Damgaard

Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program®)