17 de novembro de 2013


4 Dicas para Uma Lavagem de Dentes Divertida

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/08/4-tips-for-toothbrushing-fun.html

As nossas crianças são exatamente como nós… Querem fazer coisas que acham divertidas! Todos nós vamos em direção às atividades de que gostamos e que achamos que são positivas. Porém, às vezes (talvez mais do que às vezes?) como adultos, fazemos escolhas e chamamos-lhes “necessárias” dentro da nossa própria cabeça em vez de as vermos como sendo divertidas. Tais como cortar as unhas, pentear o cabelo e, é claro, lavar os dentes. Quando as vemos como uma “tarefa” ou “um stress” ou damos por nós a suspirar ao pensar que as temos que fazer, o resultado será certamente não as acharmos nada divertidas. Podemos mudar isso! Podemos brincar e divertir-nos com a experiência e tornar-nos num convite às nossas crianças para fazerem o mesmo. Uma vez que o façamos, criamos algo de positivo e divertido que as nossas crianças também quererão para elas, ao invés de rejeitarem. Todos nós podemos fazer isto!

Aqui ficam algumas ideias sobre como trazer
DIVERSÃO à lavagem dos dentes:

Dêem-lhe um nome
Escolham um nome para a vossa escova de dentes. Todas as manhãs (tarde e noite), quando forem escovar os dentes em frente ao vosso filho, comecem por falar animadamente sobre como se DIVERTEM com a “Maria”. Podem dizer: “Olha, eu vou brincar com a Maria, queres vir?” E então cumprimentem animadamente a Maria e dêem-lhe até um beijo quando a virem!

Desenvolvam a vossa animação
Enquanto escovam os dentes, cantem uma canção animada (rock, hip-hop,…) e dancem enquanto escovam. Com a boca cheia de pasta dentífrica e de canções, abanem o rabo! Mostrem ao vosso filho como é DIVERTIDO fazer um espetáculo de lavagem dos dentes.

Tornem-no num assunto familiar
Convidem um elemento da vossa família a fazer parte da Festa da Lavagem dos Dentes! Escovar os dentes não tem que ser só na casa de banho. Podem convidar quem quiserem (outros filhos, cônjuge ou até a avó) a juntarem-se numa lavagem de grupo. Distribuam escovas de dentes a cada um e façam uma roda onde marcham e dançam. Mostrem ao vosso filho como pode ser DIVERTIDO lavar os dentes.

Vistam-se para o sucesso
Quando vão lavar os dentes, ponham o chapéu da lavagem dos dentes. Ou o cachecol, ou os óculos patéticos da lavagem dos dentes. Tornem-no num “evento” ao evidenciarem a experiência com algum tipo de acessório DIVERTIDO. Enrolem um soutien cor-de-rosa à volta do pescoço, ou ponham o vosso maior chapéu na cabeça. Este é um momento empolgante e queremos arranjar-nos sempre para os eventos importantes.


DIVIRTAM-SE!!!
Bryn Hogan
Directora Executiva do Autism Treatment Center of America™
Professora do Son-Rise Program®

               

1 de novembro de 2013

Assunções e o Autismo


Nós NÃO SABEMOS o que é que as nossas crianças do The Son-Rise Program®  estão a PENSAR ou  a SENTIR até que elas nos digam! Nós apenas sabemos o que ela FAZEM. Podemos tirar conclusões a partir das suas ações para as ajudar da melhor forma mas NUNCA podemos saber realmente o que elas SENTEM ou PENSAM a não ser que nos digam.

Quando assumimos que o nosso filho está “Frustrado”, "Ansioso", "Nervoso", "Aborrecido", etc., FECHAMOS portas. Quando olhamos para as suas ações e não decidimos por nós próprios com se sentem, ABRIMOS portas de OPORTUNIDADE!

Em vez de assumir com se sente o seu filho, olhe para o que ele está a fazer. Talvez lhe pareça “aborrecido”, pode estar a fazer um ismo, talvez quando lhe parece “frustrado” esteja simplesmente a tentar comunicar algo.

Quando nós apenas levamos em consideração as suas ações e não fazemos assunções do que eles possam estar a sentir, estamos a ir DE ENCONTRO às nossas crianças e não PARA LONGE delas. Sentimo-nos mais DESCONTRAÍDOS em vez de mais NERVOSOS, sentimo-nos mais CONFIANTES em vez de MAIOR INCERTEZA e em vez de nos sentirmos CONFUSOS, é CLARO para nós como podemos ajudá-los.

Com muito amor xxx
Becky Damgaard

Quadro Senior do ATCA (Professora do Son-Rise Program®)

 

Quando o seu Filho Não Consegue Aquilo que Quer!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/03/your-child-not-getting-what-they-want.html


Tal como foi pedido por um Pai The Son-Rise Program®. Aqui ficam algumas coisas a fazer quando o seu filho com autismo não consegue aquilo que quer e por isso choraminga, chora ou de alguma forma mostra que está infeliz.

O exemplo que este pai deu foi que quando alguém entra no playroom onde está o filho dele, se não for a Mãe, a criança fica ao pé da porta a chorar e a querer sair.

Eu sei que isto acontece muitas vezes, por isso aqui ficam algumas ideias do que fazer quando isto acontece. Isto também se aplica a outros cenários e limites que estabelece ao seu filho, tais como quando ele quer deitar o seu creme de corpo caríssimo pelo lavatório abaixo, quando quer comer um pacote inteiro de bolachas, ou quando quer brincar com água e está a entorná-la toda sobre o seu tapete novo.

1) Saiba quais são os seus limites. NoThe Son-Rise Program®, temos determinados limites que por vezes precisamos de estabelecer às nossas crianças. Os nossos limites são estes: A porta (a porta do playroom está sempre trancada). Segurança (quando uma das nossas crianças não está em segurança e tenta fazer algo que não é saudável para ele ou que é perigoso, tal como beber água da sanita ou subir sobre um rebordo alto). Destruição dos materiais (e.g. desenhar nas paredes, rasgar livros, etc.). Estabeleça claramente o que quer manter como limites e o que quer permitir que o seu filho faça e garanta que toda a equipa está ciente e convencida do mesmo.

2) Não faz mal não conseguir o que se quer. Nós sabemos que você ama e quer o melhor para o seu filho! Amar e querer o melhor para ele não é dar-lhe o que ele quer a todo o momento. Ele vai viver a vida e parte da aprendizagem da vida é que por vezes não se consegue aquilo que se quer e há que encontrar formas de lidar com isso calmamente e com à-vontade. Ao suster esta crença, manter-se-á forte na sua atitude enquanto o ajuda a fazer esta aprendizagem.

3) Seja um modelo de como atuar. Quando está no playroom ou em casa e as coisas não correm como gostaria, concentre-se em manter-se calma e à-vontade para o inspirar (e.g. se hoje não ganhou a lotaria, dê-se os parabéns por ter tentado de qualquer maneira, se no playroom tentou apanhar a bola e não conseguiu, explique que não faz mal tê-la deixado cair e que pode sentir-se feliz à mesma).

4) Use Explicações. Docemente explique ao seu filho que mesmo que ele chore, a porta não será aberta / você não lhe dará mais bolachas / vai ajudá-lo a descer da prateleira / se continuar a rasgar o livro vai pô-lo de volta na prateleira porque os livros são para ler.

5) Atue a partir de um lugar de amor! Não faz mal se o seu filho se sentir infeliz, isso não lhe fará mal! Você está a fazer uma coisa maravilhosamente amorosa e que o ajuda ao demonstrar-lhe que não faz mal que ele chore, grite, choramingue, etc., e que o ama de qualquer maneira.

6) Experimente! Usando o exemplo da porta, se já tentou explicar, brincar com a porta, oferecer lentamente outras coisas que estão na prateleira, etc. e ele continua a chorar à porta. Tente ir sem alarido para o canto do quarto, com a sua energia e atenção direcionadas para longe dele. Explique que irá brincar sozinha e que ele pode juntar-se a si quando estiver pronto. Arranje uma atividade para si (tal como fazer um desenho ou ler um livro) e vire-se para outro lado. Dê-lhe muito espaço ao fazer isto e mantenha a sua energia silenciosa e baixa. A ideia não é distraí-lo mas permitir-lhe que se acalme e que a sua felicidade não vai ser alterada pelo facto de ele estar a fazer isso.

7) Seja consistente. Se houver uma única pessoa que cede e abre a porta ou olhe dá o que ele quer enquanto chora, então ele continuará a fazê-lo com benefício para ele. Garanta que não há “elos fracos” na sua corrente.

Divirta-se!

Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher

Volta-se sempre ao Joining!

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/you-always-go-back-to-joining.html



Uma coisa que acontece muitas vezes quando ensino o The Son-Rise Program® aos pais é pensarem que há um tempo específico para se unirem ao ismo do filho e que depois… já está.

Bem, aqui está uma notícia de última hora … no The Son-Rise Program® nós voltamos SEMPRE ao joining! Enquanto as nossas crianças tiverem ismos, nós juntamo-nos a elas.

Eu acabo de passar duas horas maravilhosas no playroom com o meu amigo lindo, o David. Durante as últimas semanas ele tem estado espantosamente interativo, por vezes até uma hora seguida. Parece que nos últimos meses ultrapassou o seu ismo de rodar carros para trás e para a frente e estamos a fazer todo o tipo de coisas novas como desenharmos juntos, fazer recortes, ler e escrever e fingir que telefonamos a diferentes animais.

Hoje, entrei no playroom e ele tinha tirado todos os carros e estava a fazer o seu velho ismo de os rolar para trás e para a frente ao mesmo tempo que, com a cabeça junto ao chão, os olhava muito de perto por um único olho.

Não me alarmei, nem entrei em pânico, eu não precisava que ele brincasse comigo! Voltei para o quadro de desenho e juntei-me, juntei-me, juntei-me! Não só me juntei mas pensei “SIM” que forma lindíssima e cheia de significado de lhe mostrar o meu amor AINDA incondicional e que MESMO ASSIM me divertirei tanto fazendo o ismo como quando brinco com ele. Por isso juntei-me e juntei-me e juntei-me.

Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher

Lições sobre Largar nº1 – Querer vs. Precisar em Auto-Estudo

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/lessons-in-letting-go-1-wanting-vs.html


A última vez que aqui publiquei alguma coisa foi em Março, após o nosso espetacular The Son-Rise Program®. Foi nessa altura que comecei o meu caminho de “largar”, e aconteceu tanto desde então – comigo, com o Jordyn, com o nosso programa, e com a nossa equipa – por isso - fique atento :).

Durante o Intensive, comecei a perceber o quanto eu precisava de controlar o que me rodeia – que as coisas tinham que se passar de maneiras específicas, que eu nunca me sentia satisfeita com os resultados que estava a gerar com a equipa, com o Jordyn, na minha relação, etc. Comecei a descobrir e a confrontar-me com o facto de que a minha necessidade de controlo mantém as minhas experiências de alegria, satisfação, ligação e liberdade limitadas – já para não falar nos limites impostos às experiências dos que me rodeiam. Esse foi o primeiro passo, perceber o quanto eu era motivada pelas minhas necessidades.

A segunda coisa foi perceber realmente que não faz mal nenhum. Se eu não tivesse aceitado completamente essa minha atitude, teria continuado tudo na mesma (a necessidade de controlar aquela parte de mim que eu não conseguia aceitar). Ao perceber que não havia mal nenhum (aceitando-me completamente), pude realmente criar uma vontade em vez de uma necessidade de descobrir e desmantelar as crenças que não me estavam a ajudar.

Querer era a chave para me permitir ser uma detetive feliz de mim mesma, para me ver sob uma lente de aumento, e explorar os fios entrelaçados de crenças e práticas que tinha fiado com tanta perícia para sobreviver e prosperar na vida.

Essa foi a minha primeira lição sobre largar – largar a minha necessidade de largar, e criá-la como eu quiser… somente quando o fiz é que criei o espaço para que as aprendizagens surgissem… imaginem isso.

Onde é que podes transformar uma necessidade numa vontade para conseguir criar liberdade, alegria e descoberta?


Com muito amor – Kelli 
Lições sobre Largar nº2 - Querer vs. Precisar com os nossos Filhos

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/lessons-in-letting-go-2-wanting-vs.html

Todos nós aceitamos completamente onde os nossos filhos se encontram no modelo de desenvolvimento, certo? O que queremos é pura e simplesmente mais de NÓS próprios, certo?

Bem, sugiro que reserve algum tempo para olhar para dentro. Porquê? Pois bem, continue a ler… foi só quando dei um passo atrás e olhei com objetividade para as minhas ações e para os meus sentimentos que pude realmente ver que eu precisava do desenvolvimento da linguagem expressiva do Jordyn, e que pude ver a pressão que lhe criávamos para que falasse. Quando eu transformei essa necessidade numa vontade (querer), desapeguei-me de precisar dela agora… adivinhem… a linguagem expressiva dele desabrochou.

OK, voltemos atrás. No The Son-Rise Program® Intensive , um dos nossos objetivos principais era aumentar o comprimento das frases do Jordyn. Ele dizia “Jordyn quer ____” para quase tudo, mas se o ouvisse objetivamente percebia que era forçado, monocórdico, e mais, era dito porque tinha que o fazer. Queríamos dar-lhe o poder das palavras, mais variações, etc. de tal forma que ele pudesse ser específico nos seus pedidos, talvez até fazer 2 ciclos. Tudo o que havíamos feito até aí era para ele falar – diversão, jogos, motivação, etc. – tudo para falar.

Nos Programas Intensivos, os Facilitadores e os Professores viram que o que era realmente preciso era que o Jordyn criasse maior ligação, se envolvesse mais fisicamente e se tornasse mais flexível – e foi sobre isso que se focaram durante essa semana. Essas coisas realmente vieram a tornar-se os precedentes da expansão da sua linguagem.

Eu tinha realmente que verificar se me sentia bem com o facto de esses serem os nossos objetivos, e ao olhar pude ver como me tinha tornado apegada à questão de ele falar. Tudo o que precisei de ver foi o meu sentimento – “desapontamento”, e ali estava, a gritar-me. Tudo o que alguma vez eu tinha dito fora que queria que o Jordyn se expressasse completamente – e no entanto a minha necessidade estava na verdade a boicotar o meu objetivo – que ele realmente adorasse expressar-se a e com os outros. Em vez disso ele falava por obrigação, com expressão limitada. Um pouco como aquele miúdo que joga futebol porque adora no início, mas cujos pais depois começam a pressioná-lo para jogar melhor e ele já não se diverte a jogar e só o faz por obrigação, não porque seja a sua escolha – já não é giro.

Bem, então largámos e transformámos a nossa necessidade de volta em puro querer. Clarificámos completamente a nossa ideia de que era REALMENTE importante para nós que a expressividade do Jordyn's viesse dele próprio. Trabalhámos na expansão do seu período de atenção interativa, envolvemo-lo mais em jogos connosco, e em maior ligação… e imaginem, a linguagem dele começou a surgir naturalmente.

No final das contas conseguimos o que queríamos… linguagem expressiva proveniente dele.

Ele expressa-se por pedidos de uma palavra (às vezes 2 ou 3) lindamente, com profundidade e estabelecendo ligação. Tem arranjado palavras que apanham quase de uma forma mágica a essência do que quer (às vezes temos que perceber… fomos nós que modelámos isto? Ou será que esteve sempre lá?). É verdadeiramente extraordinário.

Portanto, o meu conselho é… olhem para os vossos objetivos e garantam que não estão apegados (a precisar) a que aconteça alguma coisa, e que se sentem bem com o que existe. Afinal de contas, o nosso trabalho é inspirar e motivar os nossos filhos a querem ir além de si próprios… quando lhes damos controlo voarão até essas alturas!

Com muito amor

Kelli (Mãe Son-Rise)

Diferente Não Significa Pior!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/11/different-does-not-mean-worse.html

Já viu alguma vez o seu filho a fazer algo consigo que não faz com mais NINGUÉM? Talvez seja apenas na sua sessão que ele tente constantemente sair do playroom? Talvez queira que você só cante “Doidas, doidas, doidas, andam as galinhas” e com todos os outros jogam todo o tipo de jogos diferentes? O seu filho só quer falar sobre gelados consigo? Ou tem que fingir que é um bebé durante uma hora inteira? Talvez seja um voluntário e ele o mande para um canto e o mande estar quieto?
Oiço muitas vezes as famílias e os voluntários de The Son-Rise Programs® dizer “Ele/ela só o faz comigo!” Se você se vir a ter um tipo de sessão diferente das de todos os outros, considere-se sortudo! Diferente é simplesmente diferente, não significa que é mau ou pior, é simplesmente diferente.

Talvez o seu filho queira criar previsibilidade e conseguir controlo e sinta que você é uma boa oportunidade para conseguir isso. Talvez mais ninguém no mundo consiga superar a sua interpretação de bebé! Pode ser que ele esteja a conseguir algo da reação que você tem tido?

Quando julgamos as nossas sessões como não sendo produtivas, divertidas ou um sucesso como as de outra pessoa, então não estamos a aceitar-nos nem ao nosso filho como estando a fazer o melhor que sabemos. Como resultado disso podemos estar a reagir àquilo que eles fazem e forçar a que mudem. Isso será uma experiência interessante para o seu filho e ele pode forçar ainda mais os limites.

Sinta-se bem sobre as suas sessões diferentes e tome-as não como piores, apenas diferentes. Muitas vezes vemos as nossas crianças a tornarem-se mais flexíveis e a mudarem quando aceitamos tais coisas.

Adoraria ouvir o que o seu filho faz consigo, apenas consigo!
Becky Damgaard

Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program®)

Jogos Dentro do Orçamento!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/12/budget-games.html



Pediram-me recentemente ideias fáceis de brinquedos/temas e jogos a usar num playroom de um The Son-Rise Program® que não levem à falência e sejam acessíveis àqueles que não têm fácil acesso a sítios onde é fácil encontrar brinquedos e materiais divertidos (e.g. lojas de chineses, etc.).
Aqui ficam 4 ideias:

1) Uma caixa de cartolina /Cesto da roupa! Se o seu filho gosta de montar, finja que é uma nave espacial. Se o seu filho gosta de canções, finja que é um barco e cante “A remar o barco” ou um autocarro e cante “Rodas num autocarro”. Se o seu filho gosta de vibração, finja que é uma máquina de lavar roupa e sacuda-o nela.

2) Um cesto de papéis! Se o seu filho gosta de música use-o como um tambor. Se o seu filho gosta de palhaçada, ponha-o na sua cabeça e bata com ele contra coisas. Se o seu filho gosta de ver coisas a cair, encha o cesto de peluches ou de embalagens de amendoins e finja que está a chover a potes ou a nevar no playroom.

3) Um balão! Se o seu filho gosta de antecipação, encha-o devagar, cada vez maior… maior… maior… e então largue-o deixando que voe como louco pelo quarto. Se o seu filho for competitivo, veja por quanto tempo podem manter o balão no ar sem usar as mãos. Se o seu filho gostar de imagens ou de letras, desenhe algo no balão vazio para que o seu filho possa ver o desenho a crescer à medida que você enche o balão.

4) Um tubo de papel de cozinha reciclado. Se o seu filho gosta de barulhos de animais, finja que anda à volta do quarto à procura de criaturas em perigo com o seu telescópio fazendo barulhos divertidos para o seu filho. Se o seu filho gosta de sensações físicas suaves, sopre gentilmente sobre o pescoço ou o braço dele através do tubo. Se o seu filho gostar de murmúrios, murmure baixinho ao seu ouvido com o tubo.

Mais ideias são bem-vindas!

Com amor
Becky

Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program®)

Segurar em Objetos

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/09/holding-objects.html

Esta semana temos dois rapazinhos de 6 anos com autismo nos programas de formação aqui no The Autism Treatment Center of America. Eles têm personalidades e estágios de desenvolvimento muito diferentes mas têm uma coisa em comum, são apegados a determinados objetos.
Um dos rapazinhos segurou num objeto durante todo o dia de hoje, ou 4 letras magnéticas, ou dois brinquedos de roer ou uma peça de lego em forma de L. O outro rapazinho usou um chapéu cor-de-laranja abóbora o dia todo. Faziam-me lembrar-me um rapazinho com Autismo com quem trabalhei há muitos anos e que segurava numa embalagem de massa instantânea pressionando o dedo mindinho contra a palma da mão o dia todo. Enquanto segurava neste pacote ele conseguia construir torres, manobrar os seus bonequinhos e jogar à apanhada comigo, nunca largando a embalagem de massas instantâneas. Uma tarefa bastante complexa.
O que lhe sugerimos que faça se o seu filho quiser ter um objeto na mão o dia todo, ou vestir uma determinada peça de roupa, como um chapéu, um cinto, sapatos ou cachecol –
Una-se, usando um chapéu, ou segurando um objeto tão parecido quanto possível com aquele que eles têm na mão. Segure no objeto ou mantenha o chapéu na cabeça enquanto joga ou faz diferentes atividades com ele. Faça-o por tanto tempo quanto ele.
Isto comunica ao seu filho que reconhecemos que segurar num objeto ou pôr um chapéu é importante para ele. Ao fazer o mesmo estamos a dizer-lhe que respeitamos esta parte dele. Que não somos assim tão diferentes dele e que também nós gostamos de nos divertir segurando objetos. É nossa experiência que esta união inspira as nossas crianças a quererem ligar-se e brincar mais connosco.
Não quer brincar com alguém que goste das mesmas coisas que você?
Divirta-se unindo-se ao seu filho desta maneira.
Com amor
Kate Wilde

Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program® e Facilitador de Grupos)

Faça Son-Rise a Si Mesmo!

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/09/do-son-rise-on-yourself.html


Quando trabalhamos nos nossos playrooms de The Son-Rise Program® com as nossas crianças, adoramo-las incondicionalmente e aceitamo-las por quem são e acreditamos que elas fazem o melhor que podem, não fazemos julgamentos nenhuns sobre elas, achamo-las divertidas e ficamos muito entusiasmados por estarmos com elas.
Mas e nós? Quando estamos nos nossos playrooms, amamo-nos incondicionalmente? Aceitamo-nos pelo que somos, acreditando que estamos a fazer o melhor que podemos, estamos sem fazer julgamento nenhum sobre nós mesmos, achamo-nos divertidos e sentimo-nos muito entusiasmados por estarmos connosco mesmo? A minha aposta é que nem sempre!

The Son-Rise Program® é um caminho de dois sentidos. Se não nos vemos a nós próprios com amor e aceitação enquanto trabalhamos com as nossas crianças, então não estamos a fazer um The Son-Rise Program® completo.

Da próxima vez que entrar no playroom, tente aplicar estes princípios a si mesmo. Quando o fizer, o amor, a confiança e a criatividade fluirão dos seus poros e a sua criança vai adorar. Tente!
Becky Damgaard

Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program®)

Festeje com Ações

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/10/from-kim-let-me-share-ways-we-can.html



Permitam-me partilhar convosco as formas pelas quais podemos FESTEJAR usando AÇÕES no PLAYROOM do The Son-Rise Program®!!!! DIVIRTAM-SE EXPERIMENTANDO ISTO!

Salte à volta do playroom
Dê vivas (aplauda) silenciosamente usando todo o seu corpo para expressar o seu amor e entusiasmo
Gire à volta do playroom
Corra à volta do playroom
Cante uma canção sobre a criança com quem está
Dance e contorça o seu corpo
Abra muito os olhos com entusiasmo e animação
Faça um desenho para o seu filho
Faça um carrinho de mão que atravessa o quarto
Ofereça um beijo ao seu filho
Ofereça um abraço ao seu filho ou aperte-lhe o corpo inteiro
Agite os braços no ar
Pegue num fantoche e faça-o dar vivas pelo seu filho
Atire o objeto que tem na mão ao ar para expressar o seu entusiasmo
Salte num trampolim e tente tocar no teto
Salte sobre uma bola terapêutica
Role sobre uma bola terapêutica ao longo do quarto
Faça uma dança de disco (anos 80) ou outra dança divertida para o seu filho
Pegue em algo para bater e faça disso um tambor batendo com as suas mãos – até pode usar os pés para bater!
Agite uma manta para cima e para baixo para lhe dar vivas
Faça o pino enquanto dá vivas!!
SORRIA SORRIA SORRIA !!!

Deixe o seu amor brilhar através de cada AÇÃO e divirta-se tanto com a criança que AMA!!!

 Kim Korpady  (Certified Son-Rise Program® Child Facilitator)

Trazer Temas e Atividades Para o Playroom do The Son-Rise Program® 

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2012/08/bringing-themes-activities-into-son.html 


Uma maneira fantástica de ajudar o seu filho a aprender e a crescer é criando e apresentando temas e jogos para brincar com o seu filho no Playroom do The Son-Rise Program®.

Porque é que os temas e os jogos são tão importantes?

1)   Trazem entusiasmo e variedade à vida do seu filho e brincadeira para o playroom, mantendo a novidade e o interesse.
2)   Ajudam a motivá-lo a si a ser mais dinâmico e a ser mais forte no seu papel de amigo ou facilitador para o seu filho.
3)   Inspiram o seu filho a interessar-se pelas ideias dos outros e ajudam-no a ser mais flexível e, portanto, mais social.
4)   Ajudam-no a si a manter-se focado durante as sessões de playroom.
5)   Encorajam o seu a filho a participar mais porque você lhe demonstra como brincar com outra pessoa.

A atitude a ter sobre o tema/atividade:

1)   Acreditar que o seu filho brincará com o seu jogo é o primeiro passo para que o seu filho se mostre interessado e participe no seu jogo.
2)   Seja persistente!  Se o seu filho não se mostrar logo interessado, não desista! Traga o seu tema ou o seu jogo no dia seguinte, e no dia seguinte e no outro.  Às vezes as nossas crianças precisam de se habituar à ideia nova antes de a experimentarem pela primeira vez. Tê-la no playroom pode ser suficiente para que eles se habituem a ela e com isso lançar a semente.
3)   Divirta-se!  Divirta-se e adore o seu jogo, mesmo quando o seu filho não parece fazê-lo. Você estabelece a fasquia ao seu filho, se não estiver entusiasmado e apaixonado pelo seu tema não conte que ele esteja.

Como apresentar o seu tema/atividade:

1)   Seja um exemplo de como jogar o jogo. Em vez de pedir ao seu filho que participe imediatamente quando ele ainda não está familiarizado com o jogo, espere por uma luz verde da parte dele (um olhar, aproximação ao tema para ver do que se trata, etc.). Depois demonstre umas quantas vezes como é que o jogo é que se joga até que ele perceba a essência do jogo.
2)   Experimente!  Crianças diferentes respondem de formas diferentes ao que lhes é apresentado! O seu filho pode responder melhor a orientações claras… nesse caso, tente convidá-lo a atirar o dado, a fingir que mexe a sopa, a subir para as suas costas, etc. Outras crianças podem responder melhor a descobrir as coisas por si mesmas… nesse caso será mais eficaz uma abordagem mais indireta ao deixar sem alarido o tema no chão.
3)   Seja flexível! Você pode ter um plano inicial em mente de como é suposto jogar o jogo. As nossas crianças estão cá para nos ensinar a largar as nossas expectativas e a vivermos o momento. Uma forma de as inspirar a serem mais flexíveis é desistirmos nós do controlo (que só nos limita, de qualquer maneira). Se o seu plano é brincar à vez com o seu filho e ele quiser ter sempre a vez, permita-lhe ter esse controlo. Se ele decidir que quer pegar no seu pássaro em Origami para fazer dele um ismo, deixe que o faça… seja consistentemente amigável e previsível.

Divirta-se brincando! 
Becky Damgaard
Son-Rise Program® Teacher

Acreditar

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/01/belief.html

Estou a ler um livro chamado “A Mente dos Lutadores” de Sam Sheridan. Ele entrevista grandes lutadores, de box, de Jiu-jitsu entre outros. Cada grande lutador fala à sua maneira da noção de que temos que acreditar que existe outro grau que queremos alcançar. Se você não acreditar nisso, não crescerá.

Como pode chegar a um nível sem acreditar que existe ou que seja possível?

Como podemos ajudar as nossas crianças no Espectro do Autismo a desenvolverem-se socialmente se não acreditarmos que há outro nível que podem alcançar?

Qual é o próximo nível do seu filho?

Com amor por todos vós

Kate Wilde

Son-Rise Program® Teacher

Uma Nota Sobre Gritar/Choramingar

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/11/note-about-shoutingwhining.html

Tem um filho que às vezes grita, choraminga ou berra ao dizer-lhe o que quer? Eu trabalhei com muitas crianças e adultos usando o The Son-Rise Program®, onde por vezes esta era a forma que tinham de comunicar
O que fazer quando isto acontece é simplesmente explicar-lhe ou pedir-lhe que use a sua voz normal. Saiba que ele está a fazer o melhor que pode para comunicar algo naquele momento; que aprendeu que usar esse tom de voz resulta para conseguir o que quer e então de uma forma doce e amorosa, ajude-o a perceber que gritar/chorar não o está a ajudar em nada e que, em vez disso, pode usar a sua voz normal sem gritar/berrar/choramingar.

Como contraste a isto, festeje e responda rapidamente sempre que ele usar a sua voz normal. Força! Funciona que é uma maravilha!
Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher

Gostar Profundamente – Dor e Zanga!!

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/11/deeply-caring-pain-and-anger.html 


"À medida que fui crescendo fui vendo a minha mãe a zangar-se para conseguir aquilo que queria, vejo a minha irmã a zangar-se para conseguir aquilo que quer e tenho consciência de mim próprio a zangar-me para conseguir o que quero”. Isto foi o que uma Mãe Son-Rise Program® partilhou comigo recentemente, numa conversa que estávamos a ter sobre como ela se sentia com a vida dela, o seu filho autista e a relação de casal que tem.

À medida que ela explorava as razões por detrás da sua zanga, apercebeu-se de que era uma forma de parar a dor que sentia. Ela sentia dor pela possibilidade do filho não vir a mudar, de permanecer autista e de ter que o internar numa instituição especializada. Ela procurou mais fundo dentro dela e chegou a perceber que a sua dor provinha de como tinha aprendido a amar e a cuidar, pois a sua dor e a sua tensão eram uma forma de mostrar que amava, de mostrar que cuidava e de mostrar que para ela era importante o que acontecesse ao seu filho. A sua dor era como uma fita condecorativa que usava para mostrar a si mesma e ao mundo o quão profundamente se preocupava e amava o seu filho – e contudo, tudo o que o mundo via era uma pessoa zangada.

Através desta compreensão ela estabeleceu uma ligação dentro de si mesma que nunca tinha feito antes. Ela percebeu de onde provinha a sua zanga e porque é que usava a dor e a infelicidade. A partir deste novo ponto de consciência ela mudou. Ela agora ia ser amorosa e cuidar sem dor nem zanga. No final do nosso tempo juntos ela disse: “Sinto-me mais leve, hoje compreendi e mudei algo profundo dentro de mim, algo que eu não tinha conseguido fazer há mais de 20 anos.”

Usar a infelicidade (zanga, dor, etc.) para nos mostrar a nós mesmos e ao mundo que nos importamos resulta em não nos sentirmos bem connosco mesmos e, ainda por cima, todo o mundo nos vê como uma pessoa zangada e infeliz.

Da próxima vez que você se zangar ou se sentir frustrado consigo mesmo ou com outra pessoa pergunte-se porquê. Saiba que pode preocupar-se profundamente e ainda ser amoroso e ser capaz de aceitar.


Amor e sorrisos

William 

Estar Presente – por último mas não menos importante!

http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/11/being-present-last-but-not-least.html

 Aqui ficam mais algumas ferramentas que pode usar para praticar a arte de se manter presente no seu playroom do Son-Rise Program®.
1) Ame, não julgue! Se se sentir a deslizar para fora do momento presente enquanto trabalha com o seu filho, o primeiro passo de volta à presença é ser bom (compassivo) consigo mesmo. Tenha consciência de que “saiu”, permita-se dizer “não faz mal” que eu tenha saído e suavemente traga o seu foco de volta. Fazer Son-Rise é amarmo-nos a nós mesmos incondicionalmente bem com às nossas crianças.
2) Seja agradecido! Se eu puder encontrar um elemento desta situação que posso amar, então posso construir sobre isso e afundar-me ainda mais no presente. Se eu me estou a unir a uma criança que está a folhear livros, posso reparar nos detalhes das imagens do livro ou tentar ler de trás para a frente por diversão. Quanto mais coisas encontrar para ser agradecido, mais se divertirá!
3) Bata o seu próprio recorde! Pratique sentir-se presente em atividades diárias onde está totalmente no momento (e.g. despejando a máquina de lavar a loiça, ouvindo uma música na rádio, etc.). Controle o tempo em que pratica isto. Quando vir que os seus pensamentos ou a sua atenção se desviaram para qualquer outra coisa, olhe para o relógio para ver quanto tempo levou, da próxima vez que tentar pode apontar para vencer o seu último recorde.
Muito amor,


Becky Daamgard 
Quadro Senior do ATCA (Professor do Son-Rise Program®)