Lições sobre Largar nº2 - Querer
vs. Precisar com os nossos Filhos
http://blog.autismtreatmentcenter.org/2010/08/lessons-in-letting-go-2-wanting-vs.html
Todos nós aceitamos completamente onde os nossos filhos se encontram no
modelo de desenvolvimento, certo? O que queremos é pura e simplesmente mais de
NÓS próprios, certo?
Bem, sugiro que reserve algum tempo para olhar para dentro. Porquê? Pois
bem, continue a ler… foi só quando dei um passo atrás e olhei com objetividade
para as minhas ações e para os meus sentimentos que pude realmente ver que eu precisava do desenvolvimento da
linguagem expressiva do Jordyn, e que pude ver a pressão que lhe criávamos para que falasse. Quando eu transformei
essa necessidade numa vontade (querer), desapeguei-me de precisar dela agora…
adivinhem… a linguagem expressiva dele desabrochou.
OK, voltemos atrás. No The Son-Rise Program® Intensive , um dos nossos objetivos
principais era aumentar o comprimento das frases do Jordyn. Ele dizia “Jordyn
quer ____” para quase tudo, mas se o ouvisse objetivamente percebia que era
forçado, monocórdico, e mais, era dito porque tinha que o fazer. Queríamos
dar-lhe o poder das palavras, mais variações, etc. de tal forma que ele pudesse
ser específico nos seus pedidos, talvez até fazer 2 ciclos. Tudo o que havíamos
feito até aí era para ele falar – diversão, jogos, motivação, etc. – tudo para
falar.
Nos Programas Intensivos, os Facilitadores
e os Professores viram que o que era realmente preciso era que o Jordyn criasse
maior ligação, se envolvesse mais fisicamente e se tornasse mais flexível – e
foi sobre isso que se focaram durante essa semana. Essas coisas realmente
vieram a tornar-se os precedentes da expansão da sua linguagem.
Eu tinha realmente que verificar se me sentia bem com o facto de esses
serem os nossos objetivos, e ao olhar pude ver como me tinha tornado apegada à
questão de ele falar. Tudo o que precisei de ver foi o meu sentimento –
“desapontamento”, e ali estava, a gritar-me. Tudo o que alguma vez eu tinha
dito fora que queria que o Jordyn se expressasse completamente – e no entanto a
minha necessidade estava na verdade a boicotar o meu objetivo – que ele
realmente adorasse expressar-se a e com os outros. Em vez disso ele falava por
obrigação, com expressão limitada. Um pouco como aquele miúdo que joga futebol
porque adora no início, mas cujos pais depois começam a pressioná-lo para jogar
melhor e ele já não se diverte a jogar e só o faz por obrigação, não porque
seja a sua escolha – já não é giro.
Bem, então largámos e transformámos a nossa necessidade de volta em puro querer.
Clarificámos completamente a nossa ideia de que era REALMENTE importante para
nós que a expressividade do Jordyn's viesse dele próprio. Trabalhámos na
expansão do seu período de atenção interativa, envolvemo-lo mais em jogos
connosco, e em maior ligação… e imaginem, a linguagem dele começou a surgir
naturalmente.
No final das contas conseguimos o que queríamos… linguagem expressiva
proveniente dele.
Ele expressa-se por pedidos de uma palavra (às vezes 2 ou 3) lindamente,
com profundidade e estabelecendo ligação. Tem arranjado palavras que apanham
quase de uma forma mágica a essência do que quer (às vezes temos que perceber…
fomos nós que modelámos isto? Ou será que esteve sempre lá?). É verdadeiramente
extraordinário.
Portanto, o meu conselho é… olhem para os vossos objetivos e garantam que
não estão apegados (a precisar) a que aconteça alguma coisa, e que se sentem
bem com o que existe. Afinal de contas, o nosso trabalho é inspirar e motivar
os nossos filhos a querem ir além de si próprios… quando lhes damos controlo
voarão até essas alturas!
Com muito amor
Kelli (Mãe Son-Rise)
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